terça-feira, 12 de agosto de 2008

Que significância tem meu coração diante do Gran kosmo
Com milhões de estrelas, tantas galáxias e sei lá quantos Sois?

De que vale minha tristeza nessa,
Realidade caótica em que acreditamos viver,
Pisamos nas formigas sem que nenhuma lágrima seja derramada,
Assim como o Meteoro vai passar e não vai sentir nada
Pelas vidas que se vão desse planeta.

Será pura vaidade toda nossa poesia?

Todo o universo vive em mim,
Porém não sou mais que um grão de areia.
Quanto menor sou,
Mais sou a pequena luz que está em tudo.

3 comentários:

Dani Santos disse...

Olá, Thiago... valeu pela visita...
Também vejo semelhanças entre as dores... O nome do seu blog me chama muito a atenção. Ele é meio dolorido por si mesmo, e transmite uma idéia de solidão... E suas poesias são muito boas... e acho que se não doessem, não seriam prenhes de sentido como são.

Quanto a essa poesia em questao, gostei muito. Nossos dilemas universais, a comunhao com o todo que nos habita. Somos parte e todo nessa grande festa, que nos contém e nos ultrapassa...

Abraços...

Dani Santos disse...

Minha dor é essa forma de sentir-se presa e vaga ao mesmo tempo
Sentir-se rasa
Não-profunda...
Às vezes sou minha maior ausência.

E de silêncios, morro quando não há trocas, não há encontro...
porque é no entrecruzar de vozes que se colore o silêncio, que se destoa o pranto...

E talvez esse vazio seja o das coisas que tem sentido
do que é mistério vivo
da profundidade das coisas.

Minha maior busca é ao encontro de mim...


Valeu pela palavra, pela troca. São as palavras outras que nos questionam, que nos fazem construir e reconstruir sentidos, e nos machucam, e nos pôe em movimento...

Abraços

ieda disse...

mumu! amei essa poesia! traz a tona a questao: sera que escrevemos e poetizamos o mundo em vão? de que valem todas nossas palavras?
mas ai te digo: a poesia é a unica das vaidades mais bem vindas do universo! é atraves dela que olhamos o outro e encontramos beleza, que tambem esta dentro de nós! beijinhos! muita luz!